Nigel Amon - Cubisme Africain

Nigel Amon   -   Cubisme Africain

20 de nov. de 2018


Na última quarta (14), o governo de Cuba informou que decidiu sair dos Mais Médicos e atribuiu a decisão a “declarações ameaçadoras e depreciativas” de Bolsonaro. 

O presidente eleito afirma que Cuba não quis aceitar condições para continuar no programa.

Bolsonaro: Medicina cubana é “desumana y não garante para a atenção dos pobres”.

“Eu nunca vi uma autoridade no Brasil dizer que foi assistida por um médico cubano. Será que nós devemos destinar aos mais pobres profissionais, entre aspas, sem qualquer
garantia? Isso é injusto. Isso é desumano”, disse Bolsonaro.

“Não queremos isso para ninguém, muito menos para os mais pobres. Queremos salário integral e o direito de fazer a família para cá. Isso é pedir muito? Isso está em nossas leis”, complementou.

Bolsonaro também afirmou nesta sexta-feira (16) que é “injusto” e “desumano” destinar aos mais pobres o atendimento médico por parte de profissionais cubanos “sem qualquer garantia” de qualidade.

A declaração deu-se após café da manhã entre Bolsonaro e o comandante da Marinha, o almirante de esquadra Eduardo Bacelar Leal Ferreira, no Comando do Primeiro Distrito Naval, no Centro do Rio.
A embaixada de Cuba informou ao Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) que os médicos do país deixarão o Brasil até o fim do ano.

No entanto a Confederação Nacional dos Municípios (CNM), considera que a saída de cubanos do Mais Médicos afetará 28 milhões de pessoas.

Pelas regras do Mais Médicos, os médicos brasileiros e estrangeiros formados no Brasil têm prioridade para ingressarem no programa. Depois, são convocados médicos formados fora do Brasil que tenham revalidado o diploma no país, com o exame chamado Revalida.

Na sequência, são chamados médicos brasileiros formados no exterior que não realizaram o Revalida. Depois, a regra prevê que sejam convidados médicos estrangeiros formados no exterior e sem diploma revalidado no Brasil.

Só após todos esses é que governo brasileiro oferecia as vagas aos médicos cubanos.

Cuba enviava profissionais ao Brasil desde 2013. No Mais Médicos, pouco mais da metade dos profissionais – 8,47 mil dos mais de 16 mil profissionais – vieram de Cuba, segundo dados obtidos pelo G1.

Em 2013, segundo balanço do governo federal, apenas 11% das vagas oferecidas no primeiro edital foram preenchidas por médicos brasileiros.

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- Fim do Mais Médicos pode causar 'estado de calamidade', diz Confederação de Municípiosextra.globo.estado-de-calamidade-diz-confederacao


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- Associação de municípios pede a Bolsonaro que reverta decisão sobre fim do Mais Médicos

- Mais Médicos é usado para ‘financiar a ditadura’, diz Carlos Bolsonaro

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Em 27/08/2013


Polêmica: 
Médicos cubanos são hostilizados por 
médicos brasileiros na chegada ao Brasil


Em nenhum país do mundo, os médicos cubanos estão sendo 
tratados como no Brasil.Aqui, são chamados de "escravos" 
por colunistas da imprensa brasileira e hostilizados 
por médicos tupiniquins, como se estivessem roubando 
seus empregos e suas oportunidades. Foi o que 
aconteceu ontem em Fortaleza, quando o médico 
cubano negro foi cercado e vaiado por 
jovens profissionais brasileiras.




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