Nigel Amon - Cubisme Africain

Nigel Amon   -   Cubisme Africain

24 de jan. de 2019

humor político



Milícia no planalto central



Além das denúncias no relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), na manhã desta terça-feira,22, ocorreu uma operação do Ministério Público e da Polícia Civil do Rio de Janeiro que prendeu cinco suspeitos de integrar uma milícia que age em grilagem de terras e procura por mais oito envolvidas no esquema. Entre elas, está o ex-capitão Adriano Magalhães da Nóbrega, filho e esposo de duas mulheres que foram funcionárias de Flávio na Alerj.
























Em junho de 2016, o deputado federal Eduardo Bolsonaro, filho de Jair, postou uma foto com marmanjos armados. Ao fundo, a bandeira de uma cobra sobre os dizeres “Don’t tread on me” (“Não pise em mim”).

Ele explicou que “essa expressão nasceu nos tempos das 13 colônias americanas,
 Supremacista branco sob a bandeira
 confederada e a de Gadsden
representadas por uma cobra dividida”.

O desenho foi criado por Christopher Gadsden, um soldado da Carolina do Sul, durante a guerra da independência dos EUA.

A bandeira de Gadsden acabou adotada pela Ku Klux Klan, depois pelo extremista Tea Party e finalmente por supremacistas brancos.

Em 2014, um casal de fanáticos da supremacia branca matou dois policiais em uma emboscada em Las Vegas e deixou sobre os corpos uma suástica e a imagem amarela da serpente com a frase “Don’t Tread on Me”.

 
No ano passado, houve uma discussão sobre a possibilidade de banir o símbolo por seu caráter racista.

Você pode sempre argumentar que Eduardo Bolsonaro não sabia de nada disso.




23 de jan. de 2019

Festival Estadual da Reforma Agrária leva 50 mil pessoas ao Parque Municipal



A Sedese realizou, entre os dias 14, 15 e 16, no Parque Municipal Américo Renné Giannetti, em Belo Horizonte, em parceria com o MST, Centro de Formação Francisca Veras, Secretaria Estadual de Cultural e CEMIG,
o II Festival Estadual de Arte e Cultura da Reforma Agrária foi prestigiado por mais de 50 mil pessoas durante os três dias de evento. Os visitantes puderam saborear as delícias da Cozinha da Roça, com sabores de oito regiões mineiras e 30 opções de pratos típicos, com destaque para a moqueca especial do Espírito Santo, além de se divertir com os 105 artistas, nas mais de 30 apresentações culturais.

Para o subsecretário de Trabalho da Sedese, Antônio Lambertucci, apoiar ações como o Festival é de fundamental importância. “O Festival é um espaço em que é demonstrada a produção da agricultura familiar em Minas Gerais. Ele tem um aspecto cultural muito
forte, além de um aspecto abrangente de segurança alimentar. Tudo isso se soma às iniciativas no âmbito de trabalho, emprego e renda que a Sedese tem desenvolvido”, afirmou.

Para ele, a realização de parcerias para a realização dessas ações, potencializam as iniciativas como as que a Secretaria tem na criação de espaços de comercialização dos produtos produzidos pelos empreendimentos. “Eventos como as feiras e festivais tem um caráter comercial muito abrangente, na medida em que há uma comercialização imediata, mas há ali também momentos de realização de negócios futuros”, completou.



22 de jan. de 2019

A última viagem




King Crimson
está 
confirmado
no 
Rock in Rio 2019



Entre 27 de setembro e 6 de outubro na Cidade do Rock, no Rio de Janeiro. Os ingressos para dias avulsos ou passaportes estarão à venda a partir de 11 de abril no site do megaevento, às 19h.


Entre algumas paradas na carreira, o grupo de rock progressivo King Crimson está na estrada há mais de 40 anos. A banda comemorou 50 anos no último 13 de janeiro.




Odes de Ricardo Reis . Fernando Pessoa ... (mariateixeiraalves.blogs.sapo.)


Quem nos ama não menos nos limita

Não só quem nos odeia ou nos inveja
Nos limita e oprime;
Quem nos ama não menos nos limita.
Que os deuses me concedam
Que, despido de afectos, tenha a fria
liberdade dos píncaros sem nada.
Quem quer pouco, tem tudo;
Quem quer nada é livre;
Quem não tem, e não deseja,
Homem, é igual aos deuses.





Idiocracia


“[Até o século XIX] o idiota era apenas o idiota e como tal se comportava. E o primeiro a saber-se idiota era o próprio idiota. Não tinha ilusões. Julgando-se um inepto nato e hereditário, jamais se
atreveu a mover uma palha, ou tirar um cadeira do lugar. Em 50, 100 ou 200 mil anos, nunca um idiota ousou questionar os valores da vida. Simplesmente, não pensava. Os "melhores" pensavam por ele, sentiam por ele, decidiam por ele. Deve-se a Marx o formidável despertar dos idiotas. Estes descobriram que são em maior número e sentiram a embriaguez da omnipotência numérica. E, então, aquele sujeito que, há 500 mil anos, limitava-se a babar na gravata, passou a existir socialmente, economicamente, politicamente, culturalmente etc. houve, em toda parte, a explosão triunfal dos idiotas.”

Nelson Rodrigues

tri louco



THE ECONOMIST E LIBERALISMO


A FACADA MITO ( VERSÃO NARRADA) 



youtube

No conforto do lar


Gato 
amarelo 
laranja
vermelho






















deitado eternamente
em berço  esplendido 

Raulzito, o profeta



uma casa na colina


Madama Butterfly é uma ópera em três atos (originalmente em dois atos) de Giacomo Puccini, com libreto de Luigi Illica e Giuseppe Giacosa, baseado no drama de David Belasco, o qual por sua vez se baseia numa história escrita pelo advogado americano John Luther Long. Estreou no teatro Scala de Milão a 17 de fevereiro de 1904.

* "Era como se eu tivesse sofrido um linchamento, os carnívoros não escutaram nenhuma nota da minha música. Eram loucos, bêbados e cheios de ódio. Mas a minha Butterfly não morre. É a ópera com o mais profundo sentimento e imaginação que já criei".

- Disse após a estréia da ópera "Madame Butterfly" em fevereiro de 1904. Foi um fracasso inesperado.



O Japão era um país quase totalmente isolado do resto do mundo, até que por volta de 1870 um presidente americano mandou uma expedição de reconhecimento a Sua Majestade Imperial, cujo intuito era forjar laços de amizade com o Império do Sol Nascente. Nas décadas que se seguiram, vários oficiais da marinha americana visitaram o Japão e contraíram matrimônios temporários com jovens japonesas. A história de Cio-Cio-San (Butterfly, ou Borboleta), portanto, se baseia em fatos reais, e descreve as trágicas consequências de um desses matrimônios contraídos com leviandade.

Ato I
Ato II
Ato III


JAIIIIIIIIIIIIIIR!!


Montagem

Giacomo Puccini




"Estou trabalhando, mas ainda há tanto a ser feito! E me assusta pensar no peso dos meus anos. Mas então prosseguimos, sem medo nem hesitação!"

DEVIL SAVE THE CHAOS


BREXIT FOI PRESENTE DO  CAPETA PARA O REINO UNIDO


                                                              Nunca foi fácil ser o demônio —embora a coisa talvez venha ficando ainda mais dificultosa com a
proliferação contemporânea de especialistas em expulsá-lo do corpo.

Veja a dedicação de Mefistófeles no cultivo da alma danada de Fausto. Por décadas atendeu a todos os caprichos do homem com a paciente expectativa de obter seu justo prêmio após a morte do doutor. Tomou um drible celestial na hora agá, uma quebra de contrato de dar pena.

Mas o capeta é o capeta não porque seja ruim ou porque seja velho. Ele é como o coiote do papa-léguas: jamais desiste. Em junho de 2016, meteu os britânicos numa arapuca da qual não conseguem escapar.

Foi o diabo. Apenas ele seria capaz de um ardil tão... diabólico.

O embuste veio embalado em papel nobre, a vontade popular. Perguntou-se à população se queria o Reino Unido fora da União Europeia, e uma pequena maioria disse sim.

Coube ao Parlamento, cuja maioria se opunha ao desembarque, desembrulhar o pacote-surpresa. Caiu o premiê que, decerto sob influência satânica, tinha parido o referendo. Assumiu a ex-ministra do Interior.

Um ano depois tentou-se, com uma eleição geral, sintonizar a vontade de cidadãos e representantes.

O coisa-ruim deu um jeito de envenenar o resultado e deixou a premiê entre a cruz —uma horda de lunáticos no seu partido querendo divórcio a qualquer custo— e a caldeirinha —a oposição liderada por um velho populista de esquerda, querendo apenas o fígado da adversária.
 

"Posso sugerir um paraquedas?" 
/ "A bandeira basta!"
Nesse pandemônio, não parece haver aritmética terrena capaz de chegar à maioria dos votos parlamentares, seja para uma saída organizada do bloco europeu, seja para derrubar a premiê, que apanha sem piedade de opositores e correligionários.

Sem que nenhuma entidade corpórea os pressionasse, os britânicos decidiram ficar mais pobres e agora trilham a via mais custosa da separação.

Não é possível que ajam conscientemente. Alguma força maligna os possui. Que Deus os ajude.

 (por Vinicius Mota)







19 de jan. de 2019

Itaobim: Dois soldados da PM se casam e quebram preconceitos


Tanto nos tempos de faculdade quanto no 
trabalho junto à Polícia Militar, os dois 
procuraram manter uma discrição sobre 
o relacionamento.

 Itaobim

Victor e Wilker estudavam Engenharia Hídrica em Teófilo Otoni, no Vale do Mucuri, quando se apaixonaram. Com o fim da graduação, os dois jovens baianos decidiram estudar juntos para o concurso público da Polícia Militar de Minas Gerais e acabaram sendo colegas de sala de aula, dessa vez na escola de preparação Escola Estadual de Formação de Soldados.

Formaram-se juntos em 2016 e conseguiram ser destacados para a mesma cidade, Itaobim, no Vale do Jequitinhonha, no nordeste de Minas. 

Tanto nos tempos de faculdade quanto no trabalho junto à Polícia Militar, os dois procuraram manter uma discrição sobre o relacionamento. Mas, em dezembro do ano passado, decidiram mostrar ao mundo a história de amor que os unia: Victor Morais, de 26 anos, e Wilker Figueiredo, de 27 anos, se casaram no cartório e fizeram uma festa para celebrar junto aos amigos.

 Victor e Wilker
Agora, a história de amor compartilhada pelos dois durante cinco anos não é mais segredo para ninguém no município de 21 mil habitantes em que moram. “Quando nos mudamos para Itaobim, não falávamos sobre o assunto, não postávamos nada em redes sociais. Mas agora que nos casamos e postamos foto, agora toda a cidade ficou sabendo. Como esperado, houve muita fofoca, muitos comentários, mas não chegou nada negativo até nós”, conta Victor.

Nunca houve qualquer repreensão a Victor ou Wilker por parte da corporação ou dos superiores, pois a orientação sexual não interfere no trabalho deles como agentes de segurança pública. "Nós sempre tentamos deixar separadas a vida profissional da vida pessoal", diz Victor.

Procurada pela reportagem, a PMMG informou que é uma instituição que respeita os direitos humanos, bem como as liberdades individuais e é terminantemente contra quaisquer tipos de preconceito ou discriminação.

Na internet

A história de amor entre os dois soldados acabou também ganhando proporção nacional, quando foi contada no perfil do Instagram da Rede Nacional de Operadores de Segurança Pública LGBTI+ (Renosp), projeto que visa enfrentar o preconceito sofrido por policiais e integrantes das forças armadas dentro das instituições.

Fonte: Hoje em Dia.