Nigel Amon - Cubisme Africain

Nigel Amon   -   Cubisme Africain

10 de jul. de 2020

Alguns dados eleição 2018 BRASIL


Os 27 governadores eleitos

Sudeste

  • Imagem do candidato Renato Casagrande
    1° TURNORenato CasagrandePSB
    Espírito Santo
  • Imagem do candidato Romeu Zema
    2° TURNORomeu ZemaNOVO
    Minas Gerais
  • Imagem do candidato Wilson Witzel
    2° TURNOWilson WitzelPSC
    Rio de Janeiro
  • Imagem do candidato João Doria
    2° TURNOJoão DoriaPSDB
    São Paulo

Nordeste

  • Imagem do candidato Renan Filho
    1° TURNORenan FilhoMDB
    Alagoas
  • Imagem do candidato Rui Costa
    1° TURNORui CostaPT
    Bahia
  • Imagem do candidato Camilo
    1° TURNOCamiloPT
    Ceará
  • Imagem do candidato Flávio Dino
    1° TURNOFlávio DinoPC do B
    Maranhão
  • Imagem do candidato João
    1° TURNOJoãoPSB
    Paraíba
  • Imagem do candidato Paulo Câmara
    1° TURNOPaulo CâmaraPSB
    Pernambuco
  • Imagem do candidato Wellington Dias
    1° TURNOWellington DiasPT
    Piauí
  • Imagem do candidato Fatima Bezerra
    2° TURNOFatima BezerraPT
    Rio Grande do Norte
  • Imagem do candidato Belivaldo
    2° TURNOBelivaldoPSD
    Sergipe

Sul

  • Imagem do candidato Ratinho Junior
    1° TURNORatinho JuniorPSD
    Paraná
  • Imagem do candidato Eduardo Leite
    2° TURNOEduardo LeitePSDB
    Rio Grande do Sul
  • Imagem do candidato Comandante Moisés
    2° TURNOComandante MoisésPSL
    Santa Catarina

Norte

  • Imagem do candidato Gladson Cameli
    1° TURNOGladson CameliPP
    Acre
  • Imagem do candidato Waldez
    2° TURNOWaldezPDT
    Amapá
  • Imagem do candidato Wilson Lima
    2° TURNOWilson LimaPSC
    Amazonas
  • Imagem do candidato Helder
    2° TURNOHelderMDB
    Pará
  • Imagem do candidato Coronel Marcos Rocha
    2° TURNOCoronel Marcos RochaPSL
    Rondônia
  • Imagem do candidato Antonio Denarium
    2° TURNOAntonio DenariumPSL
    Roraima
  • Imagem do candidato Mauro Carlesse
    1° TURNOMauro CarlessePHS
    Tocantins

Centro-Oeste

  • Imagem do candidato Ibaneis
    2° TURNOIbaneisMDB
    Distrito Federal
  • Imagem do candidato Ronaldo Caiado
    1° TURNORonaldo CaiadoDEM
    Goiás
  • Imagem do candidato Mauro Mendes
    1° TURNOMauro MendesDEM
    Mato Grosso
  • Imagem do candidato Reinaldo Azambuja
    2° TURNOReinaldo AzambujaPSDB
    Mato Grosso do Sul
Fonte: TSE


13partidos elegeram governadores

PT

elegeu 4 governadores
  • Bahia
  • Ceará
  • Piauí
  • Rio Grande do Norte

MDB

elegeu 3 governadores
  • Alagoas
  • Distrito Federal
  • Pará

PSB

elegeu 3 governadores
  • Espírito Santo
  • Paraíba
  • Pernambuco

PSDB

elegeu 3 governadores
  • Mato Grosso do Sul
  • Rio Grande do Sul
  • São Paulo

PSL

elegeu 3 governadores
  • Rondônia
  • Roraima
  • Santa Catarina

DEM

elegeu 2 governadores
  • Goiás
  • Mato Grosso

PSC

elegeu 2 governadores
  • Amazonas
  • Rio de Janeiro

PSD

elegeu 2 governadores
  • Paraná
  • Sergipe

NOVO

elegeu 1 governador
  • Minas Gerais

PC do B

elegeu 1 governador
  • Maranhão

PDT

elegeu 1 governador
  • Amapá

PHS

elegeu 1 governador
  • Tocantins

PP

elegeu 1 governador
  • Acre


Fonte: TSE


População dos estados que cada partido vai governar
% do total do país

PSDB

governará 28,59
da população do país
SPRSMS

PT

governará 14,69
da população do país
BACERNPI

PSC

governará 10,19
da população do país
RJAM

NOVO

governará 10,09
da população do país
MG

PSB

governará 8,38
da população do país
PEESPB

MDB

governará 7,10
da população do país
PAALDF

PSD

governará 6,53
da população do país
PRSE

DEM

governará 4,97
da população do país
GOMT

PSL

governará 4,51
da população do país
SCRORR

PC do B

governará 3,37
da população do país
MA

PHS

governará 0,75
da população do país
TO

PP

governará 0,42
da população do país
AC

PDT

governará 0,40
da população do país
AP
Fonte: TSE e IBGE

PIB dos estados que cada partido vai governar

% do total do país

PSDB

40,11 do PIB do país vem dos estados que governará
SPRSMS

PSC

12,43 do PIB do país vem dos estados que governará
RJAM

NOVO

8,66 do PIB do país vem dos estados que governará
MG

PT

7,87 do PIB do país vem dos estados que governará
BACERNPI

PSD

6,93 do PIB do país vem dos estados que governará
PRSE

MDB

6,55 do PIB do país vem dos estados que governará
DFPAAL

PSB

5,57 do PIB do país vem dos estados que governará
PEESPB

PSL

4,93 do PIB do país vem dos estados que governará
SCRORR

DEM

4,69 do PIB do país vem dos estados que governará
GOMT

PC do B

1,31 do PIB do país vem dos estados que governará
MA

PHS

0,48 do PIB do país vem dos estados que governará
TO

PDT

0,23 do PIB do país vem dos estados que governará
AP

PP

0,23 do PIB do país vem dos estados que governará
AC
Fonte: TSE e IBGE

Partidos dos governadores eleitos em 2014 e 2018

Quantidade de estados que cada partido ganhou ou perdeu
2014
2018
não elegeu
PSL+3
Santa CatarinaRondôniaRoraima
não elegeu
DEM+2
GoiásMato Grosso
não elegeu
PSC+2
AmazonasRio de Janeiro
não elegeu
PHS+1
Tocantins
não elegeu
NOVO+1
Minas Gerais
Roraima
PP+0
Acre
Maranhão
PC do B+0
Maranhão
Rio Grande do NorteSanta Catarina
PSD+0
ParanáSergipe
Distrito FederalParaíbaPernambuco
PSB+0
Espírito SantoParaíbaPernambuco
AcreBahiaCearáMinas GeraisPiauí
PT-1
BahiaCearáPiauíRio Grande do Norte
AmapáMato Grosso
PDT-1
Amapá
Amazonas
PROS-1
não elegeu
GoiásMato Grosso do SulParáParanáSão Paulo
PSDB-2
Rio Grande do SulMato Grosso do SulSão Paulo
AlagoasEspírito SantoRio de JaneiroRio Grande do SulRoraimaSergipeTocantins
MDB-4
AlagoasDistrito FederalPará
Fonte: TSE

Ranking por estado de ausentes, brancos e nulos
% do total de eleitores (2º turno)
não escolheram candidato
escolheram candidato
Minas Gerais
38,21%
61,79%
Rio de Janeiro
37,03%
62,97%
São Paulo
35,70%
64,30%
 Fonte: TSE


Fora Bolsonaro.



Pastor presbiteriano

Milton Ribeiro é o

quarto Ministro da Educação

nomeado no governo

de Jair Bolsonaro.

Por indicação do ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Jorge Oliveira, auxiliar de confiança de Bolsonaro, Milton Ribeiro será o quarto ministro do MEC em um ano e meio de governo Bolsonaro. Após Ricardo Vélez Rodríguez, Abraham Weintraub e o economista Carlos Decotelli, que teve uma passagem relâmpago à frente da pasta.  Milton Ribeiro, 62, é pastor reverendo na Igreja Presbiteriana de Santos, litoral de São Paulo, o que foi considerado como um aceno ao grupo de evangélicos e à ala ideológica do governo, que cobravam um nome conservador para dirigir o MEC.

Currículo:

.Doutor em Educação pela Universidade de São Paulo;
.Mestre em Direito Constitucional pela Universidade Presbiteriana Mackenzie;
.Especialista em Administração Acadêmica pelo CRUB (Conselho de Reitores das Universidades Brasileiras) com estágio em Joplin, Universidade do Estado de Kansas;
.2Ten/Inf/R2 pelo Exército Brasileiro;
.Bel. em Teologia pelo Seminário Presbiteriano do Sul;
.Ex-reitor em exercício e ex-vice-reitor da Universidade Presbiteriana Mackenzie; superintendente da Pós Graduação Lato Sensu;
.Membro do Conselho Deliberativo do Instituto Presbiteriano Mackenzie;
.Membro da Comissão de Ética e Compliance do Instituto Presbiteriano Mackenzie;
.Representante da Universidade Mackenzie na Conferencia New Frontiers in the Figth Against Corruption in Brazil at Columbia Law School;
.Interventor Judicial da Fundação José Manuel da Conceição em SP no ano de 2002 por indicação do sr. Curador de Fundações de SP;
.Diretor Administrativo da Luz Para o Caminho, agência de produção de mídias da Igreja Presbiteriana do Brasil;
.Membro do Conselho Deliberativo da Santa Casa de Santos, trabalho voluntário para comunidade.

Milton Ribeiro 
foi escolhido hoje por Jair Bolsonaro após mais de 20 dias da saída de Abraham Weintraub.

“Acredito ser hora de darmos atenção especial à educação básica, fundamental e ao ensino profissionalizante. Ao mesmo tempo devemos incrementar o ensino superior e a pesquisa científica. Atuaremos em articulação com os estados e municípios. 

A educação transforma vidas, transforma uma nação. É hora de verdadeiro pacto pela qualidade da educação em todos os níveis. Precisamos de todos, da classe política, estudantes, famílias e da sociedade em geral. Esse ideal deve nos unir”, diz Milton Ribeiro. 


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Mais um pouco sobre ações da FBI no Brasil



Original El País.GIL ALESSI..

Os dois pesos e duas medidas na denúncia da desgastada Lava Jato contra o tucano José Serra 


Primeiro tucano de expressão nacional denunciado pela operação, senador foi beneficiado pela prescrição de alguns crimes, pela mudança de jurisprudência do caso e pelos prazos da justiça suíça



Mais de seis anos após seu início, em março de 2014, a Lava Jato ofereceu a primeira denúncia contra um político de expressão nacional do PSDB. O senador José Serra (SP) foi acusado na sexta-feira passada (3) pela força-tarefa da Operação em São Paulo pelo crime de lavagem de dinheiro. Sua filha Verônica também foi alvo da denúncia, que contou com oito mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao parlamentar. Segundo o Ministério Público Federal, o tucano “se valeu de cargo e de influência política para receber, da Odebrecht, pagamentos indevidos em troca de benefícios relacionados às obras do Rodoanel Sul”, fatos que teriam tido origem em 2006. Os valores pagos podem superar 4,5 milhões de reais.


A denúncia tem como base delações feitas por executivos e diretores da Odebrecht, que começaram à partir de acordo de colaboração firmado em dezembro de 2016. A acusação contra Serra só foi possível porque a força-tarefa afirmou que os crimes de lavagem de dinheiro atribuídos a ele foram cometidos até 2014. Alguns juristas apontaram aí uma manobra da força-tarefa, tendo em vista que em 2018 o Supremo Tribunal Federal decidiu que ilícitos cometidos pelo tucano até 2010 já estariam prescritos. O início dos pagamentos da Odebrecht a ele teriam ocorrido entre 2006 e 2007, período no qual ele deixou a Prefeitura de São Paulo para se eleger governador do Estado.

O hiato de seis anos para a denúncia contra o senador tucano por um crime que teria sido cometido 14 anos atrás chamou a atenção de políticos da oposição. “Essa questão que hoje a Lava Jato sai às ruas investigando, que é a do senador José Serra, há quanto tempo se sabe disso no Brasil? Há dez anos. A troco de quê [a Operação] é feita hoje? Como elemento de manipulação?”, indagou a ex-presidenta Dilma Rousseff em entrevista à agência Efe. De acordo com a petista, a ação contra Serra tem como objetivo “maquiar” a Lava Jato para 
tirar da operação o rótulo de anti-PT. “Toda a Lava Jato foi feita contra nós. Agora que eles estão tentando dar uma embelezadinha, uma maquiada na Lava Jato, é que eles vão lá atentar contra o senador”.

O PT, ao lado do então PMDB e do PP, foi um dos partidos mais atingidos pela operação, sendo que sua maior liderança, o ex-presidente Lula, chegou a ser denunciado, condenado e preso por seu envolvimento no esquema. Antes de Serra, o ex-senador Paulo Bauer (PSDB-SC) havia sido alvo de denúncia por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e participação em organização criminosa. Outro tucano com influência no partido que chegou a ficar na mira da Lava Jato, ainda que de forma efêmera e sem denúncia até o momento, foi o ex-senador Aloysio Nunes (que também é mencionado na processo contra Serra). Já o deputado federal Aécio Neves (PSDB-MG) foi denunciado e se tornou réu em um processo que foi desdobramento da Lava Jato, e que não ficou a cargo das forças-tarefas.

Dilma não está sozinha em suas críticas. Alberto Zacharias Toron, defensor de Aécio (e também de Dilma), reforça a tese da ex-presidenta. “A operação vive uma fase de declínio e desprestígio bem merecidos. Eles pouparam os caras do PSDB por tanto tempo, anos, e agora que estão nessa crise resolveram mostrar serviço”, afirma. Segundo ele, que chegou a ganhar o apelido de “rei do habeas corpus” no meio jurídico, por sua habilidade em revogar as prisões preventivas da Lava Jato, esse declínio da operação ocorre “pelos seus próprios erros”. “O Intercept Brasil e outros veículos de comunicação revelaram [nas reportagens conhecidas como Vaza Jato] o que nós advogados já falávamos há tempos sobre os abusos e arbitrariedades”.

Apesar das críticas com relação a uma suposta parcialidade da Lava Jato, a demora no andamento do caso envolvendo Serra também tem raízes na própria burocracia do Judiciário. O processo contra ele, que então estava com o Supremo Tribunal Federal tendo em vista o direito ao foro privilegiado do senador, foi enviado para a primeira instância —e consequentemente para a Lava Jato em São Paulo— apenas no final de 2018. Além disso, as autoridades suíças autorizaram o compartilhamento dos dados bancários do senador apenas no início de 2019, como revelou o jornalista Jamil Chade. Sem estas informações bancárias não seria possível provar que ocorreram movimentações na conta da qual ele era beneficiário até 2014, o que driblou a prescrição do caso.

O timing da denúncia contra Serra contrasta com o caso que levou Lula à prisão. As investigações contra o petista envolvendo o recebimento de um triplex no Guarujá como propina paga pela OAS começaram em 2015, e a denúncia da Lava Jato foi feita em setembro de 2016, apenas um ano após o início das apurações. Em 2017 ele foi condenado pelo então juiz Sergio Moro preso no ano seguinte. Pouco mais de quatro anos se passaram entre o início da apuração dos fatos e a prisão. Já no caso do tucano, entre o início das investigações após a delação da Odebrecht e a denúncia (primeira etapa jurídica após a investigação) se passaram três anos. Ao contrário do caso de Serra, conduzido pela força-tarefa de São Paulo, o do ex-presidente ficou nas mãos da equipe do Paraná.

O modo como a Lava Jato agiu contra Serra também foi alvo de críticas no meio jurídico. “Não queremos nada menos do que a lei para ele. O que vale para o Lula precisa valer para o Serra, e o que vale para o Serra precisa valer para o cidadão comum”, afirma Marco Aurélio de Carvalho, advogado e coordenador do grupo Prerrogativas, composto por juristas, juízes e professores
 em defesa do Estado de Direito e do pleno exercício de defesa. Carvalho aponta o que considera como um excesso desnecessário na ação contra o tucano: “Cumprir mandados de busca e apreensão após apresentar uma denúncia [como foi feito pela força-tarefa contra o senador] não se justifica, você não vai descobrir fato novo. E mais: qual o efeito de uma operação de busca e apreensão dez anos após o início dos fatos? É para constranger”. Apesar de condenar o que considera como abuso contra Serra, Carvalho também considera que a ação foi uma tentativa da Lava Jato “de vender uma suposta imparcialidade”. “Dizer que ela é seletiva para um grupo político é evidente”, afirma.

A assessoria de Serra divulgou nota alegando a prescrição do supostos crimes: “A Operação realizou busca e apreensão com base em fatos antigos e prescritos e após denúncia já feita”. Já seus advogados afirmaram que os fatos que foram objeto da ação contra o senador já “vinham sendo apurados pela Justiça Eleitoral”. O MPF, por sua vez, defendeu sua atuação no processo reforçando a tese de que os crimes investigados não teriam ligação com campanhas eleitorais, logo seriam de competência da Justiça Federal.

Em nota o senador criticou a ação: “José Serra reforça a licitude dos seus atos e a integridade que sempre permeou sua vida pública”. Apesar da imagem desgastada pelas acusações de corrupção nos últimos anos (além da Lava Jato, o esquema de cartel no metrô de São Paulo conhecido como trensalão respingou em seu nome), o tucano já foi considerado um expoente nacional do partido, tendo disputado —e perdido— duas eleições presidenciais.

O esquema utilizado por Serra para receber a propina, segundo o MPF, é similar ao usado por Eduardo Cunha, ex-cacique do então PMDB preso em outubro de 2016: uma conta bancária na Suíça em nome de empresa offshore. A força-tarefa analisou a fundo as movimentações financeiras atribuídas ao tucano, a ponto de identificar três “camadas” de lavagem elaboradas para dificultar o rastreamento dos valores e a identificação dos titulares. O senador seria o beneficiário oculto da Dortmund International (controlada por Verônica), companhia sediada no Panamá que recebeu ao menos 936.000 euros de empresas de José Amaro Pinto Ramos, apontado por delatores como um dos operadores do esquema. Ramos, por sua vez, recebia o dinheiro de offshores controladas pelo Grupo Odebrecht. A Procuradoria também conseguiu o bloqueio de cerca de 40 milhões de reais depositados em uma conta no país europeu, mas não deu mais detalhes sobre a titularidade da mesma.
Força-tarefa na berlinda

A ação contra Serra ocorre em um momento difícil para a Lava Jato, no qual começa a se desenhar um embate com o Procurador-Geral da República, Augusto Aras. Ganha força no MPF a ideia de criar um órgão central de combate à corrupção, batizado de Unidade Nacional Anticorrupção (Unac), ao qual ficariam subordinadas todas as forças-tarefas. A proposta, que antecede a indicação de Aras para a chefia da Procuradoria, está sendo discutida no Conselho Superior do Ministério Público, presidido por ele, e pode vir a tirar poder dos núcleos estaduais da Lava Jato, como de São Paulo, responsável pela denúncia contra Serra, e do Paraná, que deu origem a toda a operação. O PGR afirmou, em setembro de 2019, ser defensor da Lava Jato, mas disse que sempre apontou “os excessos”.

A relação entre os procuradores da Lava Jato e Aras desandou de vez em maio, quando o procurador-geral solicitou as bases de dados completas da operação para as forças-tarefas do Paraná, Rio e São Paulo. A coordenadora da Lava jato no STF, Lindôra Araújo, foi enviada por Aras a Curitiba para coletar o material, mas não foi autorizada pelos procuradores. Eles acionaram a corregedoria, alegando uma “busca informal” de provas por parte da emissária de Aras. Na última quarta-feira, 8 de julho, o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Dias Toffoli, determinou que os procuradores da força-tarefa enviem à PGR todos os dados das investigações, numa importante derrota política para a Lava Jato.

O procurador Deltan Dallagnol criticou a decisão de Toffoli, mas disse que a Lava Jato irá obedecê-la. “A força tarefa cumprirá a decisão do Pres. do STF para dar acesso às bases de dados, mas lamenta a orientação inédita de compartilhar informações sigilosas e dados privados de cidadãos sem indicar investigação específica relacionada”, publicou em seu Twitter. Em nota, a operação lamentou “a decisão inaugure orientação jurisprudencial nova e inédita, permitindo o acesso indiscriminado a dados privados de cidadãos, em desconsideração às decisões judiciais do juiz natural do caso que determinaram.”

9 de jul. de 2020

...o que mais, mesmo?


Sabemos sobre a rachadinha nas assembleias,
sobre a rachadinha na lava jato,
sobre a rachadinha nas comunicações e

sobre a rachadinha eleitoral.


Ainda vamos saber sobre a rachadinha do desmatamento,
sobre a rachadinha dos minerais, 
sobre a rachadinha espacial e
sobre...


Brasil sem jeito.

STJ concede prisão domiciliar para foragida


STJ concede habeas corpus por prisão domiciliar para Fabrício Queiroz

A decisão do STJ que concede a prisão domiciliar a Queiroz é estendida também a sua mulher, Márcia Aguiar, que está foragida. O ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) – quando este era deputado estadual – é investigado ainda por participação nas relações do clã Bolsonaro com as milícias do Rio de Janeiro.




Tigrão x Tchutchuca


‘Lula não roubou um tostão’, diz Paulo Guedes

Em reunião com presidentes de tribunais de contas, ministro da Economia - que é colega de Moro no governo Bolsonaro - disse que o ex-presidente foi vítima do 'jeito de fazer política no Brasil'


São Paulo – Em reunião com seis presidentes de tribunais de contas estaduais, o ministro da Economia, Paulo Guedes, defendeu o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso há um ano na superintendência da Polícia Federal em Curitiba.


De acordo com o Blog do Juca Kfouri, o ministro afirmou: “Estamos convencidos de que Lula não roubou um tostão. E seu patrimônio prova isso. Ele não teve foi quem o avisasse do que acontecia em torno de seu governo. Acabou vítima do jeito de fazer política no Brasil. Serve como exemplo”.

A declaração do ministro, que é colega do ex-juiz federal e atual ministro da Justiça Sérgio Moro no governo de Jair Bolsonaro (PSL), foi a que mais chamou atenção dos presentes, conforme Kfouri.

Mas Guedes não perdeu a oportunidade de defender as reformas. E até usou “tom catastrofista”: “Em Brasília estamos como em Versalhes: à espera da guilhotina.”

Rede Brasil Atual

DIÁRIO DO BOLSO - Por José Roberto Torero



Outro esquema de rachadinha, Diário?


Estão querendo dizer que eu era um desses que vai pegando um troco aqui, um troco ali, e no final compra umas casas na Barra da Tijuca



Eles conseguiram, Diário. Era isso que eles queriam desde o começo. Não estavam atrás da rachadinha do Flávio. A minha rachadinha que era perseguida.

Opa! Essa frase ficou meio estranha. Mas é isso mesmo!



A Foice de S.Paulo, que faz parte da esquerdalha comunojornalista, viu que o Ministério Público estava em passo de tartaruga manca e ela mesma foi atrás dos documentos. Checou umas pilhas de papel e disse que tinha umas coisas estranhas nas contratações do meu gabinete de deputado federal.


Por exemplo, tinha muita variação salarial. O cara chegava ganhando uma merreca, depois virava marajá e aí voltava pro salário de fome.

Outra coisa: muita gente era exonerada e recontratada no mesmo dia.

Só a Wal do Açaí, que é mulher do meu caseiro em Angra, teve 26 mudanças de cargo nos 15 anos que ficou comigo. E isso que ela trabalhava vendendo açaí lá na cidade dela.

A Patrícia, que depois foi pro gabinete do Carluxo, teve 20 mudanças de salário.

E tem mais um monte de gente. No tocante às pessoas que tiveram seus sigilos quebrados no processo contra o Flávio, nove foram meus funcionários.

Aposto que vão dizer que eu que ensinei o 01 a fazer rachadinha. Aposto que vão dizer que essas exonerações eram uma forma de receber a rescisão contratual, e o dinheiro era dividido entre o deputado e o empregado.

Aposto que vão dizer que os empregados tiravam férias, mas o ponto era batido, e aí, quando vinha a rescisão, com as férias e o 13º, o dinheiro ficava comigo. Aposto que vão dizer que isso era uma prática comum nos deputados do baixo clero. Tão comum quanto o golpinho de dar nota fria para receber reembolso de gasolina, que tão dizendo que eu também fiz.

Pode apostar, Diário. Estão querendo dizer que eu era um corruptozinho, desses que vai pegando um troco aqui, um troco ali, e no final compra umas casas na Barra da Tijuca.

Aquele Randolfe, do partido da Redemunho, já disse que vai pedir investigação.

Esse pode ser o caminho do impiximem.
Ah, pode apostar, Diário.

 

8 de jul. de 2020

Covardes



quatro cantos - Vai - LRtury



Vai 

É ouvir o sino
Se sentindo feliz
Pronto pra dá no pé
Assim... querendo viver.

Se quero? Procuro
Sem dar as costas
Se existe uma vida
Iluminada quero saber.

Ao vento me jogo sorrindo
Sem que perturbe ninguém
Por caminhos coloridos
Querendo venha também!

Mas quando apagar o horizonte
Tudo se tornará frio
E lá se vai a luz da guia
Aquecer outras alegrias.