Nigel Amon - Cubisme Africain

Nigel Amon   -   Cubisme Africain

26 de nov. de 2018

Fernando Haddad (PT) disse à jornalista Mônica Bergamo, na edição desta segunda-feira (26) da Folha de S.Paulo,


“Elite econômica” tirou o verniz ao apoiar o neoliberalismo regressivo de Bolsonaro

Petista diz que seguirá liderando ações no 
campo progressista: "na política ninguém perde 
a guerra. Não existe a guerra, com começo, e fim. 
É só batalha. Uma atrás da outra"














Na primeira entrevista após o fim das eleições, o ex-prefeito de São Paulo e candidato derrotado ao Planalto, Fernando Haddad (PT) disse à jornalista Mônica Bergamo:

- “Eu imaginava (há dois anos) que o (João) Doria, que é essencialmente o Bolsonaro, fosse ser essa figura. Achava que a elite econômica não abriria mão do verniz que sempre fez parte da história do Brasil. As classes dirigentes nunca quiseram parecer ao mundo o que de fato são”, disse o petista. “O Doria seria um PSDB bolsonarizado, mas com aparência tucana. Eu apostava nele”, completou.

- “A extrema direita dos EUA não tem nada a ver com a brasileira. Trump é tão regressivo quanto o Bolsonaro. Mas não é, do ponto de vista econômico, neoliberal. E o chamado Trump dos trópicos (Bolsonaro) é neoliberal. Ele precisa que nós sejamos neoliberais para retomar o protagonismo no mundo, e tirar a China. Está havendo, portanto, um quiproquó: os EUA negam o neoliberalismo enquanto não nos resta outra alternativa a não ser adotá-lo”.


“Me ver na praia de Ondina (em Salvador) com 120 mil pessoas celebrando a democracia é uma experiência que pouca gente vai ter na vida. No dia da eleição, botei o CD do Renato Braz e ouvi “O Fim da História”, do Gilberto Gil. A letra fala do muro de Berlim, que foi construído e depois destruído, do Lampião, que era herói, virou demônio e voltou a ser herói. Fiquei emocionado de chorar. ‘Poxa, estou vivendo o momento dessa música’. Porque na política ninguém perde a guerra. Não existe a guerra, com começo, meio e fim. É só batalha. Uma atrás da outra”.




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