“Elite econômica”
tirou o verniz ao apoiar o neoliberalismo regressivo de Bolsonaro
Petista diz que seguirá liderando ações no
campo progressista: "na política ninguém perde
a guerra. Não existe a guerra, com começo, e fim.
É só batalha. Uma atrás da outra"
Na primeira entrevista após o fim das eleições, o ex-prefeito de São Paulo e candidato derrotado ao Planalto, Fernando Haddad (PT) disse à jornalista Mônica Bergamo:
- “Eu imaginava (há dois anos) que o (João) Doria, que é essencialmente o Bolsonaro, fosse ser essa figura. Achava que a elite econômica não abriria mão do verniz que sempre fez parte da história do Brasil. As classes dirigentes nunca quiseram parecer ao mundo o que de fato são”, disse o petista. “O Doria seria um PSDB bolsonarizado, mas com aparência tucana. Eu apostava nele”, completou.
- “A extrema direita dos EUA não tem nada a ver com a brasileira. Trump é tão regressivo quanto o Bolsonaro. Mas não é, do ponto de vista econômico, neoliberal. E o chamado Trump dos trópicos (Bolsonaro) é neoliberal. Ele precisa que nós sejamos neoliberais para retomar o protagonismo no mundo, e tirar a China. Está havendo, portanto, um quiproquó: os EUA negam o neoliberalismo enquanto não nos resta outra alternativa a não ser adotá-lo”.
“Me ver na praia de Ondina (em Salvador) com 120 mil pessoas celebrando a democracia é uma experiência que pouca gente vai ter na vida. No dia da eleição, botei o CD do Renato Braz e ouvi “O Fim da História”, do Gilberto Gil. A letra fala do muro de Berlim, que foi construído e depois destruído, do Lampião, que era herói, virou demônio e voltou a ser herói. Fiquei emocionado de chorar. ‘Poxa, estou vivendo o momento dessa música’. Porque na política ninguém perde a guerra. Não existe a guerra, com começo, meio e fim. É só batalha. Uma atrás da outra”.


Nenhum comentário:
Postar um comentário