Nigel Amon - Cubisme Africain

Nigel Amon   -   Cubisme Africain

13 de dez. de 2019

Chão





Se cantam ai5
E dizem solução
Ei de cantar VANDRÉ
Que esperar não é saber.

Não vou pra lugar nenhum
Viverei pra compor
Tudo o que está no peito
Por que não, por que não, por que não.

Mas se o irmão não entende
Impõe com armas nas mãos
Vira contra e ataca
É uma vida jogada ao chão.

Meu deus, meu deus, como é isso
Ainda caminho pelos campos
O tempo não passou
Agonia e luta.

Caminhando e cantando e seguindo a canção
Somos todos iguais braços dados ou não
Nas escolas nas ruas campos construções
Caminhando e cantando e seguindo a canção.

Vem vamos embora que esperar não e saber
Quem sabe faz a hora não espera acontecer
Vem vamos embora que esperar não e saber
Quem sabe faz a hora não espera acontecer.




da maçã ao abacaxi



Em 2017
Muito recente
Que Metrópoles
Rio e Mar
Passou assim
Não percebi
Estava aqui
É isto
O lucro
A posse
O medo
A dor
Santa Cruz
Como esperar
 Algo diferente.






11 de dez. de 2019


PRESIDENTE DA OAB DIZ QUE QUEM APOIA BOLSONARO 'TEM DESVIO DE CARÁTER'

Felipe Santa Cruz classificou discurso do presidente como 'racista, homofóbico e machista'



O presidente da OAB, Felipe Santa Cruz, fez suas mais fortes críticas a Jair Bolsonaro há pouco, em um café da manhã com jornalistas, na sede da Ordem, em Brasília.

Santa Cruz afirmou que quem apoia o governo “tem desvio de caráter”, e disse “não duvidar” da participação da família Bolsonaro no caso Marielle.

“Quem apoia o governo Bolsonaro tem desvio de caráter. São ideias racistas, homofóbicas e machistas. Os piores sentimentos da sociedade brasileira. Bolsonaro segue o manual do fascismo”.

Indagado sobre a possibilidade de algum integrante da família Bolsonaro ter envolvimento com o caso Marielle Franco, respondeu Santa Cruz: “Não duvido”.

Santa Cruz afirmou que este é o pior momento na história da relação entre a OAB e o Ministério da Justiça. Ele disse não ser recebido por Sérgio Moro.

“Não tem diálogo nenhum. Na na ditadura isso acontecia”.

A política de segurança de Wilson Witzel também foi alvo do presidente da OAB: “Política de genocídio das populações da periferia“.

(Eduardo Barretto)


o filho que partiu (...)


O olhar parado sobre o passado que não volta, é como um um trem abandonado nos trilhos de uma antiga ferrovia.
O tempo passa e o trem não se mexe,
não se mexendo, vai enferrujando,
enferrujando vai sendo comido,
devorado pelos dias que avançam.

Depois de algum tempo, o trem já não serve nem para sucata.
Assim somos nós quando paramos em algum lugar do passado.
Esperando o amor que não volta,
o filho que partiu,
o ente querido que morreu,
o amigo que correu.

Vamos sendo carcomidos por dentro e por fora,
as oportunidades vão passando
e a gente morrendo lentamente.
Deveríamos ser obrigados a arrastar nosso trem,
ainda que alguns metros por dia.
Como a Lei que proíbe deixar carros velhos nas ruas.

Não deveríamos jamais viver nosso luto por tanto tempo.
Saudade sempre, luto eterno nunca!

Acordar para a vida é mais do que se oferecer uma nova chance.
É valorizar o que nos foi dado de mais precioso: a nossa existência.
Não se iluda, nada é de graça.
Até o ficar parado nos será cobrado.
Acorde e mova o seu trem, ainda que esteja um pouco enferrujado.
Nada como a brisa do dia para despertar novas motivações, e algo sopra no ar e vem com o tempo e me diz:
você tem tudo para ser FELIZ!

Autor: Paulo Roberto Gaefke
www.meuanjo.com.br

POESIAS E SECRETARIAS



Deram três rebuçados ao interior...
Todavia as sementes nunca se plantam!
Porque para semear, antes alqueivam
E já quem está a plantar, está a dispor.
Que isso de fazer crescer não tem autor
Embora tenha autoria, s'o inventam
Não pelo que copiam, nem que anexam
Mas plo que se faz sem ser troca de favor.
É regredir pôr a corte atrás do pagem
Por melhores que lhes sejam as intenções,
Pois quando o feijão não vem da vagem
É por que vem da cozinha das ilusões.
As autorias são par'aqueles que fazem
Não pròs que são somente seus vendilhões.


Joaquim Maria Castanho




Ou 

o médico e fundador do projeto 

Saúde e Alegria, 


Dr. Eugênio Scannavino,

em entrevista no programa Roda Viva

estava assustado,

acuado

longe da mata,

Ou 

o agressor: 

o medo,

 aterrorizador,

tem que ser 
parado. 

Agora!
  

  
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“Não é pensar em internacionalização. 

É pensar na nacionalização da Amazônia.

O brasileiro não conhece a Amazônia,
Nem aí para a Amazônia.

A Amazônia não é o ar do mundo,
É mais um grande regulador.
                                        

Mas lá está queimando. Grilagem.

Parece Deus:
Agora 
O fogo
Veio parar
Em São Paulo, 

todo mundo sentiu o cheiro
Que a gente já sente 





lá."





Saúde e Alegria é uma organização que presta milhares de atendimentos de saúde, a cada ano, no interior do Pará, incluindo a região de Alter do Chão, onde ocorreram as
prisões dos brigadistas acusados, sem provas, de atear fogo na floresta.



10 de dez. de 2019

Deep Purple - Child In Time - 1970





Criança, em tempo

Doce criança, em tempo você verá a linha
A linha que está desenhada (traçada) entre o bom e o ruim
Veja o homem cego atirando no mundo
Balas voando, tirando vidas
Se você tem sido má, Senhor, eu aposto que sim
E se você foi atingida por chumbo voador
É melhor você fechar seus olhos e abaixar a cabeça
E esperar pelo ricochete


4 de dez. de 2019

AMERICAN VOICES

Leonardo Dicaprio refuta alegação falsa de ter financiado incêndios na Amazônia


Leonardo Dicaprio refutou as alegações do presidente de direita do Brasil, Jair Bolsonaro, de que o ator e ativista de Hollywood financiou incêndios na Amazônia para gerar doações adicionais ao World Wildlife Funds, uma afirmação que o líder sul-americano usou para prender vários bombeiros voluntários. O que você acha?




"E ele ainda não respondeu por afogar 1.500 pessoas para fazer o Titanic ".
NATE BLUNDELL • INSPETOR DE SAL

3 de dez. de 2019

ABUSO DE PODER

políticobrasileiroécaradeleãoafricano.matatodospara iniciarsualinhagem.nãoénemumpoucocheiroso


Na Europa, 
secretário de Bolsonaro chama 
palestrante de canalha e bate boca...






O secretário de Cultura do governo Bolsonaro, Roberto Alvim, promoveu um bate boca durante a Conferência Internacional das Línguas Portuguesa e Espanhola, realizada em Lisboa. 



Durante o evento, no dia 22, um dos palestrantes declarou que Caetano Veloso teria sido censurado por Jair Bolsonaro. A frase foi dita por Ramiro Noriega, da Universidade das Artes do Equador, depois de que os organizadores do evento colocaram uma canção de Caetano para abrir um debate. "Temos de lembrar que Bolsonaro censurou Caetano", disse, para a risada dos presentes.



 No dia 4 de novembro, Caetano Veloso esteve no Supremo Tribunal Federal e participou de uma audiência pública com a ministra Carmen Lúcia contra o decreto do presidente Jair Bolsonaro que, segundo ele, poderia ser um primeiro passo a uma censura na produção audiovisual brasileira.



 Enquanto o equatoriano falava, Alvim interrompeu o debate para gritar, da plateia. "Isso não é verdade". Momentos depois, o secretário voltou a tomar a palavra, desta vez no palco do evento. O que chamou a atenção dos organizadores não foi a insistência de o governo ter um direito de resposta e contestar uma frase dita por um dos participantes.  Mas a agressividade do secretário. 



"Sei que hoje é um dia de festa e não quero estragar isso. Mas sou obrigado a mencionar um fato", disse Alvim"



Um indivíduo disse que Bolsonaro censurou Caetano Veloso. Se me for apresentado agora uma prova dessa censura, eu engulo o que eu disse. Se não for, eu afirmo esse sujeito é um mentiroso e um canalha", atacou. "Ele está fazendo uso da linguagem para mentir e não há pior uso da linguagem do que a mentira", declarou. Alvim passou a ser vaiado por parte do público, que protestou contra sua forma de agir



"Pera ai, pera ai", respondeu ainda do palco. "O sujeito se levantou e disse uma mentira. Eu estou apenas respondendo a isso. Eu não ataquei ninguém primeiro. Ao responder a isso, a esquerda faz, como sempre, a velha e boa chantagem de dizer o que ela quer e não aceitar uma resposta", apontou. 



Exaltado, ele continuou. "Isso é típico. Isso sempre acontece. Vocês sempre agem com esse tipo de chantagem. Vocês atacam e depois não admitem que ninguém responda ao ataque de vocês", afirmou.



 Interpelado por alguém na plateia, ele respondeu de forma dura



"Bom senso tenha você", disse. "Não tente me censurar. Você não vai me calar. A esquerda não vai mais calar a maioria do povo brasileiro", afirmou. E concluiu dizendo que esperava "não ter estragado a noite de festa". 



Durante o seu discurso, ele insistiu que o "governo está empenhado, depois de duas décadas de destruição artística, cultura e sobretudo educacional a recuperar a grandiosidade e sacralidade de nossa língua portuguesa, assim como a respeitar a a grandiosidade da língua espanhola". 



Em seu discurso, ele ainda atacou o "politicamente correto" que, segundo ele, "procura "deturpar a realidade". 



Alvim completou sua fala sem ser aplaudido. Após ele, quem tomou a palavra foi Nélida Piñon. 



Unesco 



Essa foi a segunda vez que Alvim, em uma semana, chamou a atenção internacional por sua violência. Num evento na terça-feira na Unesco, em Paris, o brasileiro atacou a arte no país nos últimos 20 anos. Recém empossado, ele alegou que a cultura teria se transformado em palanque político e instrumento de um projeto de poder da esquerda.



 Num discurso que pediu o retorno aos clássicos e que terminou com a frase "Glória a Deus", Alvim ainda citou "forças tirânicas" e alertou para o risco de uma sociedade com uma "arte doente". "Uma ideologia horrível deu espaço para uma guerra cultural horrível", declarou. 



No debate em que ele se encontrava, outros ministros e estavam presentes. 

Enquanto ele falava, vários trocavam sorrisos e olhares preocupantes, inclusive uma ministra da Costa Rica que sentava ao seu lado. 


Mas coube ao discreto ministro da Suíça, Alain Berset, reagir à fala do secretário brasileiro



Ao terminar seu discurso sobre a política cultural na Suíça, Berset afirmou que tomaria a liberdade de comentar o que acabara de ouvir e que o teria lhe chamado a atenção.



 "Não sejam demasiados duros com vocês mesmos", recomendou o representante de Berna, se dirigindo ao brasileiro. 



"O Brasil tem uma enorme cultura. É um país que todos admiramos", disse Berset, que foi em 2018 o presidente da Suíça. 



"O Brasil teve um enorme impacto globalmente, em muitas disciplinas culturais. na musica e arte. Nossos atores culturais podem ter um impacto que vai bem além de nossas fronteiras nacionais", alertou o suíço, que fez questão de dizer que aquele encontro era uma reunião "amistosa entre ministros". 



Entre governos estrangeiros, a iniciativa de Berset de comentar a situação no Brasil foi interpretada como uma alfinetada diplomática. Outros diplomatas europeus na sala indicaram que se sentiram "aliviados" pelo fato de o discurso do brasileiro ter sido respondido. 



Dentro do governo, porém, Alvim foi felicitado por sua atuação e seu discurso agressivo, sua referência religiosa e seus ataques contra a esquerda. O secretário chegou a receber telefonemas de autoridades em Brasília para o felicitar pelo tom usado