18 de set. de 2017
7 de set. de 2017
Sete de setembro de 2016. Um dia de muito sol e festa com comemorações em todo o país. O brasileiro comemora a “Independência do Brasil”.
Sempre com bastante
pessoas na praça, alunos da Escola Estadual do Distrito de Dr. Sá Fortes, da
Escola Estadual do Distrito de Curral Novo de Minas, da Escola Estadual do
Distrito sede Antônio Carlos e escolas municipais desfilam displicentemente
debaixo de um sol escaldante. Nas laterais dos pelotões, professores acompanham
de perto observando o comportamento dos alunos sem muito terem o que fazer
durante o pequeno trajeto que todos percorrem.
Na praça principal,
em um palanque montado, prefeito, vereadores e secretários sobem para ver o
desfile dos alunos das escolas do município. 

Autoridades aplaudem
o desfile. Nas calçadas, cada pai, cada mãe, irmãos, primos e amigos aguardam ansiosamente
até identificar todos os garotos (a) conhecidos. É uma festa e todos se mostram
alegres. Muitos se vestem para o feriado, enquanto outros nem tanto. Preferem a bermuda
surrada e o confortável chinelo de dedo.
A meninada desfila.
Uns adoram, vibram. Outros se divertem e alguns odeiam. Mas hoje em dia já não
é como antes, não é mais obrigatória a presença do aluno que não quer desfilar.
Algumas escolas, fiquei sabendo, forçam a barra, mas já caiu a obrigatoriedade,
assim como o nível de organização e comprometimento.
O desfile acaba. Vão
embora as autoridades, a fanfarra, professores, o povo e a meninada. A praça fica vazia, pronta para quando o povo
achar necessário se manifestar. Assim é a vida em uma democracia, mesmo sendo
uma democracia ‘estranha’ como a nossa.
Hoje já é dia sete
de setembro de 2017, 02:22, assim que amanhecer estaremos na praça novamente
comemorando a Independência. Jovens, autoridades, professores, fanfarra, pais,
irmãos, primos e amigos à vontade.
O Sol, não sei bem.
Aí é outro papo. Sinceramente não dá para garantir se estará presente. É sempre
melhor esperar.
Eu, se vivo estiver
lá estarei. E caso use a camara do celular, depois mostro o que registrei.
JF6917. Mesmo triste...
Hoje assim que
entardeceu comecei a andar pelas ruas de São Mateus. Depois de passar por um monte de ruas
observando ‘placas de aluguel’ e também de uma paradinha no Bar do Esparta, só
um FRANK ZAPPA COSMIK DEBRIS podia mesmo dar uma luz pra eu chegar no pátio e
ver, na Lage, um lugar sujo, onde uma vida está pra nascer. Também um JIMI
HENDRIX 12 STRING BLUES vai muito bem agora.
Não tem como deixar Elomar
fora dessa. - ... Das barrancas do Rio Gavião (1973).
Um cara lá dos barrancos
que um dia eu vi. Como aquilo me faz falta.
Já que é assim, Jorge
Mautner e Nelson Jacobina - Arvore da Vida – 1988 pra finalizar 1000.
6 de set. de 2017
1 de set. de 2017
seu caráter
O que parece ser verdadeiro durante todo o
tempo e até o fim é um duradouro componente psicológico que marca cada pessoa
como diferente de todas as outras: o seu caráter individual.
A FORÇA DO CARÁTER – pág. 35 James Hillman
31 de ago. de 2017
Roda mágica
(Desde a década de
1970, a ONU organiza conferências paralelas e desencontradas sobre “Meio
ambiente” e “População e Desenvolvimento”. Em uma ela diz defender a natureza e
na outra ela diz defender o desenvolvimento. Na Conferência Internacional sobre
População e Desenvolvimento (CIPD), realizada no Cairo, em 1994, foi dito que o
desenvolvimento é um direito dos povos e todas as pessoas possuem direitos
reprodutivos para decidir livremente sobre o tamanho da prole. Enquanto os
pessimista veêm cada nova pessoa como mais uma “boca” (consumidor) , os
otimistas veêm como mais um “braço” (produtor).)
(Foi também no
século XIX que o economista inglês John Stuart Mill publicou, em 1848, o
livro Principles of political economy, em que questiona o impacto do
crescimento populacional e econômico sobre o meio ambiente e defende o “Estado
Estacionário”, ou seja, o fim do crescimento econômico quantitativo e o
estabelecimento de uma relação harmoniosa e qualitativa entre economia,
população e meio ambiente. Stuart Mill deu um primeiro passo para a superação
do antropocentrismo, ao deixar de engrossar o coro que vangloria o crescimento
sem limites das forças produtivas. Hoje em dia, surge no debate não só a
questão do Estado Estacionário, mas também a ideia do Decrescimento Econômico.)
27 de ago. de 2017
Por que muitos pintores e escultores usaram o nu na arte cristã?
Todos os anos, a
Capela Sistina encanta milhares de turistas com a sua beleza. O que muitos
não esperam encontrar, porém, é o grande número de corpos nus retratados em
suas paredes.
Porém, a Capela
Sistina não é a única que apresenta peças marcadas pela nudez. Inúmeros
artistas ao longo dos séculos usaram homens e mulheres nus para povoar suas
obras de arte, e essas peças estão espalhadas em igrejas católicas do mundo
todo.
Mas por que muitos
pintores e escultores usaram o nu na arte cristã?
Os corpos nus têm
uma longa história na arte sacra. Os artistas renascentistas usaram quatro
tipos diferentes de nudez para simbolizar quatro estados da humanidade.
Primeiro, foi
o nuditas naturalis, que representou o estado natural da humanidade
antes da “Queda”, muitas vezes retratado em cenas ligadas ao Éden ou ao
Paraíso.
Depois, o nuditas
temporalis, que representou a pobreza, às vezes de natureza voluntária, e
a confiança da humanidade em Deus por tudo o que recebemos.
O terceiro estado
foi o nuditas virtualis, simbolizando pureza e inocência. A “Madalena
Arrependida”, por exemplo, muitas vezes aparece nua, vestida apenas com o
cabelo, como símbolo do retorno da alma à inocência após o arrependimento.
Por fim, o nuditas
criminalis, que representou o horror das paixões e da vaidade.
São João Paulo II
explicou, em sua Teologia do Corpo, como “no grande período da arte clássica
grega há obras de arte cujo sujeito é o corpo humano em sua nudez … Isso
leva o espectador, através do corpo, ao Mistério pessoal do homem. Em contato
com essas obras … nós não [naturalmente] sentimos atraídos por seu conteúdo”.
Dessa maneira,
conclui-se que a representação da nudez [na arte cristã] é clara e
completamente diferente do uso da nudez na pornografia.
João Paulo II
lembra como as produções pornográficas têm a intenção explícita de despertar a
luxúria; eles apresentam o corpo humano como um objeto a ser usado. A
pornografia não respeita a dignidade da pessoa humana e o ato sexual é
explorado para satisfação pessoal em detrimento do outro.
Por outro lado, a
nudez na arte cristã é usada para revelar a beleza da humanidade e o
maravilhoso trabalho do criador. Possui simbolismo profundo e não pretende ser
uma pedra de tropeço, mas uma entrada para uma maior apreciação do “mistério
pessoal” do ser humano.
Aleteia
blog.comshalom.org
“O Ocidente vencerá a batalha contra o radicalismo islâmico somente quando se dissociar da Arábia Saudita, que exporta essa ideologia violenta. Até agora, os Estados Unidos e a Europa só discutem paz, segurança e direitos humanos, esquecendo-se de que são cúmplices dos sauditas, dos quais compram petróleo e aos quais vendem armas.” É o que afirma Ani Zonneveld, fundadora e presidente da Muslims for Progressive Values
Cora Coralina poeta brasileira (1889 - 1985)
Uma das mais importantes escritoras brasileiras.
Contista do cerrado, Ana Lins dos Guimarães Peixoto Bretas, que utilizava o
pseudônimo Cora Coralina, nasceu em Cidade de Goiás e começou a escrever e
publicar em jornais locais seus primeiros textos aos 14 anos. Apesar disso, seu
primeiro livro foi publicado somente em 1965, aos 76 anos: Poemas dos Becos de
Goiás e Estórias Mais.
ANINHA E SUAS PEDRAS
Não te deixes destruir...
Ajuntando novas pedras
e construindo novos poemas.
Recria tua vida, sempre, sempre.
Remove pedras e planta roseiras e faz doces. Recomeça.
Faz de tua vida mesquinha
um poema.
E viverás no coração dos jovens
e na memória das gerações que hão de vir.
Esta fonte é para uso de todos os sedentos.
Toma a tua parte.
Vem a estas páginas
e não entraves seu uso
aos que têm sede.
Cora Coralina (Outubro, 1981)
Ajuntando novas pedras
e construindo novos poemas.
Recria tua vida, sempre, sempre.
Remove pedras e planta roseiras e faz doces. Recomeça.
Faz de tua vida mesquinha
um poema.
E viverás no coração dos jovens
e na memória das gerações que hão de vir.
Esta fonte é para uso de todos os sedentos.
Toma a tua parte.
Vem a estas páginas
e não entraves seu uso
aos que têm sede.
Cora Coralina (Outubro, 1981)
Os versos que você
acabou de ler são de autoria de Cora Coralina, a Aninha, como a poeta se autorreferiu no título do
poema. Conhecida como a autora dos versos que representam um pouco da história
da Cidade de Goiás, no estado de Goiás, Cora Coralina ficou nacionalmente
conhecida, ganhando o respeito de poetas como Carlos Drummond de Andrade, que
foi o grande responsável por despertar o interesse do público nacional para a
escritora até então conhecida apenas regionalmente.
Poemas dos Becos
de Goiás e estórias mais, seu primeiro livro, foi publicado pela Editora José
Olympio em 1965. O livro foi enviado por Cora para vários escritores, tendo
sido Drummond um deles, e foi justamente pelas mãos do poeta que a figura da
escritora ganhou projeção nacional. Drummond louvou a personagem idosa que
escrevia versos singelos, sem muito adentrar as particularidades da escrita de
Cora. Construiu-se então um mito, a figura da velhinha que começara a escrever
tardiamente, cuja obra poucas vezes ganhou a devida atenção da crítica
literária. Ao conferirmos seus depoimentos (existem entrevistas em vídeo da
poeta), podemos notar a firmeza que suplantava a ideia de velhinha frágil tão
amplamente difundida.
Assim eu vejo a vida
A
vida tem duas faces:
Positiva e negativa
O passado foi duro
mas deixou o seu legado
Saber viver é a grande sabedoria
Que eu possa dignificar
Minha condição de mulher,
Aceitar suas limitações
E me fazer pedra de segurança
dos valores que vão desmoronando.
Nasci em tempos rudes
Aceitei contradições
lutas e pedras
como lições de vida
e delas me sirvo
Aprendi a viver.
Positiva e negativa
O passado foi duro
mas deixou o seu legado
Saber viver é a grande sabedoria
Que eu possa dignificar
Minha condição de mulher,
Aceitar suas limitações
E me fazer pedra de segurança
dos valores que vão desmoronando.
Nasci em tempos rudes
Aceitei contradições
lutas e pedras
como lições de vida
e delas me sirvo
Aprendi a viver.
Cora
Coralina
25 de ago. de 2017
A horta do João - (um lugar bom pra ir})
Na
horta sigo esta regra:
Entre quarto
minguante e lua nova planto tudo o que dá “abaixo do solo” (raízes, tubérculos,
e bolbos). Entre quarto crescente e lua cheia, planto tudo o que dá “acima do
solo” (folhas, flores e legumes).
Usos mais comuns das ervas aromáticas
As ervas
aromáticas são um óptimo substituto do sal, conferem sabor e aroma aos cozinhados
e não provocam a subida da tensão arterial.
Tomilho
É adequado para
pratos de longa cozedura e estufados. Ao contrário da maior parte das ervas,
com excepção dos orégãos, o tomilho é tão bom seco como fresco. É maravilhoso
com borrego, mas também é bom com porco, frango, peixe e ovos. Deve ser
utilizado com parcimónia porque o seu sabor se sobrepõe facilmente a todos os
outros.
Aqui ficam
resumidamente os seus usos mais comuns:
Aipo – Sopas estufados, guisados e cozidos de carne
Alecrim – Coelho, porco, aves e grelhados ao ar livre
Alho – Sopas, molhos frios, carnes e peixe
Cebolinho – Saladas e pratos de ovos
Coentro – Saladas, sopas, arroz, massas, ervilhas e favas
Erva cidreira - Carnes, saladas e chá
Erva-doce – Castanhas cozidas e bolos
Estragão – Saladas, aves, molhos, conservas e vinagre
Funcho bravo – Peixe grelhado e caldo para cozer peixe
Hortelã comum– Carne de borrego, sopa panela, cozido e
ervilhas
Hortelã ribeira - Caldeiradas e sopas de peixe
Louro – Carnes, peixes, aves e sopas
Manjericão – Carne, peixe, massas e cozinhados com tomate
Manjerona – Pizas, empadas, espetadas e peixe assado
Menta – Sopa peixe, refrescos, licores e doces
Orégão – Cozinha italiana, saladas, peixe, carne e caracóis
Poejo - Sopas, açorda alentejana e licores
Salsa – Faz parte do ramo de cheiros
Segurelha – Ervilhas, sopas feijão verde ou seco e sopas de
peixe
Tomilho – Coelho peixe e cozinha italiana
Um pulinho até A horta do João https://hortelaofimsemana.blogspot.com.br/
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