30 de nov. de 2018
26 de nov. de 2018
"Reescrevendo a história": mulheres negras em vestidos aristocráticos renascentistas europeus [FOTO]
Um dos centros culturais do Brooklyn abriu a exposição de belas artes intitulada "Rewriting History". Nesta exposição, a fotógrafa Fabiola Jean-Loui apresentou uma coleção exclusiva de fotografias, em que as mulheres negras usam vestidos europeus noir na época daRenascença .
O fotógrafo foi inspirado pela criação dessas fotografias no século XVIII. Os retratos das mulheres da elite francesa, em que brilhava luxo e beleza. No entanto, o artista, em vez de mulheres brancas, escolheu decorar o negro em seu filme, que enfatizaria a crueldade da época e, ao mesmo tempo, mostraria força e coragem na luta pela liberdade e pela igualdade. Além disso, Fabiola Jean-Louis tentou não apenas compor e retratar com precisão as fotos para que elas parecessem com traços de óleo, mas também criaram vestidos decorados com padrões para ornamentos.
Nas fotos criadas pelo artista, vemos uma mulher de beleza estonteante, uma postura estóica em preto. No entanto, o objetivo desta exposição é enfatizar o fato de que a fotografia retrata o luxo e a beleza é apenas uma superfície que esconde um ponto vergonhoso na história da humanidade - a discriminação racial. Olhando mais de perto para as fotografias artísticas, no segundo plano, você pode ver o sofrimento, o sofrimento e as pessoas cruelmente exploradas.
As obras do artista falam por si. Cada foto contém muitos detalhes que contam a história da crueldade daquela época. Por exemplo, no desenho de Madame Beauvoir, vemos um modelo que olha a imagem de uma pessoa cruelmente torturada. Na foto, a modelo usa um vestido bordado a ouro, que se parece com a parte de trás do martírio representado na foto. O fotógrafo, ao retribuir esses detalhes, quer mostrar respeito por aqueles que, por causa da discriminação racial, viviam em constante medo e dor.
Fabiola Jean-Louis nota que, mesmo hoje, as pessoas discriminam umas às outras devido à cor da pele, nacionalidade, gênero - como se quisessem mostrar seu verdadeiro valor. Portanto, de acordo com os fotojornalistas, é necessário falar em público sobre temas delicados, pois isso só impedirá os erros cometidos na história. Portanto, ao desenvolver esta exposição, ela queria encorajar uma mulher negra a confiar em si mesma, ser corajosa, determinada e mais importante a se sentir independente.
Fernando Haddad (PT) disse à jornalista Mônica Bergamo, na edição desta segunda-feira (26) da Folha de S.Paulo,
“Elite econômica”
tirou o verniz ao apoiar o neoliberalismo regressivo de Bolsonaro
Petista diz que seguirá liderando ações no
campo progressista: "na política ninguém perde
a guerra. Não existe a guerra, com começo, e fim.
É só batalha. Uma atrás da outra"
Na primeira entrevista após o fim das eleições, o ex-prefeito de São Paulo e candidato derrotado ao Planalto, Fernando Haddad (PT) disse à jornalista Mônica Bergamo:
- “Eu imaginava (há dois anos) que o (João) Doria, que é essencialmente o Bolsonaro, fosse ser essa figura. Achava que a elite econômica não abriria mão do verniz que sempre fez parte da história do Brasil. As classes dirigentes nunca quiseram parecer ao mundo o que de fato são”, disse o petista. “O Doria seria um PSDB bolsonarizado, mas com aparência tucana. Eu apostava nele”, completou.
- “A extrema direita dos EUA não tem nada a ver com a brasileira. Trump é tão regressivo quanto o Bolsonaro. Mas não é, do ponto de vista econômico, neoliberal. E o chamado Trump dos trópicos (Bolsonaro) é neoliberal. Ele precisa que nós sejamos neoliberais para retomar o protagonismo no mundo, e tirar a China. Está havendo, portanto, um quiproquó: os EUA negam o neoliberalismo enquanto não nos resta outra alternativa a não ser adotá-lo”.
“Me ver na praia de Ondina (em Salvador) com 120 mil pessoas celebrando a democracia é uma experiência que pouca gente vai ter na vida. No dia da eleição, botei o CD do Renato Braz e ouvi “O Fim da História”, do Gilberto Gil. A letra fala do muro de Berlim, que foi construído e depois destruído, do Lampião, que era herói, virou demônio e voltou a ser herói. Fiquei emocionado de chorar. ‘Poxa, estou vivendo o momento dessa música’. Porque na política ninguém perde a guerra. Não existe a guerra, com começo, meio e fim. É só batalha. Uma atrás da outra”.
$ GUERRA $
"Há mais de 550 milhões de armas de fogo em circulação no mundo. É uma arma para cada doze pessoas no planeta. A única questão é: Como armamos as outras onze?"
Yuri Orlov,
personagem de Nicolas Cage
no filme Senhor das Armas (2005).

Linguagem Geográfica
En natus est Emmanuel, Dominus!
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| Andrea Mantegna (1431 - 1506) |
Deus está na carne para matar a morte escondida nele.
Como um remédio remove a corrupção quando se conecta ao corpo,
e como a escuridão do chão depois de trazer a luz,
então a morte prevaleceu na natureza humana teve que dar lugar à presença do Divino.
E como gelo na água, desde que a noite e a sombra mantenham a umidade,
e derrete quando exposto ao sol,
então a morte prevaleceu até a vinda de Cristo.
No entanto, quando a graça salvadora de Deus veio
e o sol da justiça aumentou,
"A vitória consumiu a morte" (1 Coríntios 15: 4) ,
que não suportava a presença da vida real
St. Basílio, o Grande, Homilia sobre o nascimento de Cristo
Caros irmãos e irmãs!
Vamos aproveitar o próximo Natal com alegria.
Vamos experimentar este evento maravilhoso - o
Filho de Deus também nasceu hoje.
Deus está realmente perto de cada um de nós e quer nos encontrar, ele
quer nos trazer para Si mesmo.
Ele é a verdadeira luz que distrai e desperta a escuridão que envolve nossa vida e humanidade. Celebremos o Natal do Senhor, considerando o caminho do imenso amor de Deus, que nos elevou a si mesmo, através do mistério da Encarnação, Paixão, Morte e Ressurreição de seu Filho, porque, como São João. Agostinho: "Em Cristo a divindade unigênito tornou-se um membro de nossa mortalidade, que possamos ser participantes de Sua imortalidade" (Epistola 187, 6, 20: PL 33,839-840).
Nós experimentamos e consideramos este mistério acima de tudo enquanto celebramos a Eucaristia, o verdadeiro centro do Natal; Nele Jesus se faz presente de uma maneira real, um verdadeiro Pão que desceu do Céu, um verdadeiro Cordeiro oferecido para nossa salvação.
Para todos vocês e suas famílias, desejo que vocês experimentem um Natal verdadeiramente Cristão, para que também a troca de desejos naquele dia seja uma expressão de alegria, pois vocês sabem que Deus está próximo e quer trilhar o caminho da vida conosco.
Bento XVI
25 de nov. de 2018
Pré-sal: novo ciclo de tipo colonial?
O petróleo do pré-sal foi descoberto há doze anos e já produz mais de 1,5 milhões de barris equivalente por dia.
No Mar do Norte foram necessários 50 anos para alcançar o mesmo patamar de produção. Um sucesso, diante das declarações de que o pré-sal só existia na cabeça dos políticos, de que era inviável de ser produzido com as tecnologias da Petrobras, de que era necessário capital e tecnologia estrangeiros ou de que os custos seriam inviáveis.
Os entreguistas perderam todos os argumentos, hoje apelam e dizem que o petróleo é um mico, recurso sem valor que precisa ser entregue às multinacionais estrangeiras e produzido a toque de caixa enquanto tem algum valor.
Ou então “apontam os carrapatos para justificar a entrega da vaca”. Dizem que a solução para a corrupção que vitimou a Petrobras só pode ser enfrentada com sua privatização.
Entregam a galinha dos ovos de ouro ao invés de guardar o valor gerado pela estatal dos corruptos e corruptores. Querem entregar o meio de produção de toda a riqueza para evitar que uma fração possa ser roubada por empresários cartelizados corruptores, políticos traficantes de interesses e executivos de aluguel. Com tudo entregue não há o que guardar.
Nenhum país se desenvolveu exportando petróleo por multinacionais estrangeiras. Nenhum país, populoso e continental coo o Brasil se desenvolveu exportando matérias primas.
O petróleo é uma mercadoria especial, na medida em que não tem substitutos em equivalente qualidade e quantidade. Sua elevada densidade energética e a riqueza de sua composição, em orgânicos dificilmente encontrados na natureza, conferem vantagem econômica e militar àqueles que o possuem.
A sociedade que conhecemos, sua complexidade, sua organização espacial concentrada, sua produtividade industrial e agrícola, o tamanho da superestrutura financeira em relação as esferas industrial e comercial, foi erguida e depende do petróleo.
O carvão e o petróleo, ao contrário das energias potencial e cinética dos cursos naturais de água, são fontes geograficamente móveis de energia. Essa característica permite a concentração geográfica da força produtiva da sociedade em espaços centrais, urbanos de produção.
O petróleo e seus derivados são extremamente concentrados em termos de energia, além de flexíveis para uso. A energia solar é abundante mas tem densidade energética mínima, o que resulta em menor capacidade relativa de realização de trabalho. O petróleo tem muito maior potencial para aumentar a produtividade e a eficiência do trabalho humano.
Transporte, eletricidade, comunicações (internet, celulares), aquecimento, indústria, extração mineral, agricultura, processamento e distribuição de alimentos, pesticidas, fertilizantes, plásticos, infraestrutura e força militar dependem do petróleo. São fatores estratégicos ao desenvolvimento, à segurança energética e alimentar. São elementos essenciais da soberania nacional.
Existe forte correlação entre o crescimento econômico e o consumo de energia. Também existe correlação entre o desenvolvimento humano (IDH) e o consumo de energia primária per capta.
Para alcançar alto desenvolvimento humano, o Brasil precisa aumentar muito o consumo de energia. Estimo necessário o aumento de cinco vezes no consumo de energia primária nacional para que nossa população atinja padrões de vida de primeiro mundo.
Para que o Brasil se desenvolva é necessário produzir o petróleo do pré-sal na medida da nossa necessidade. Deve-se agregar valor ao petróleo cru com sua transformação em mercadorias úteis, por meio do refino, da petroquímica, da química fina, da indústria de fármacos e de fertilizantes. Não devemos embarcar em novo ciclo do tipo colonial e permitir a exportação do petróleo cru, muito menos por multinacionais que esgotaram suas reservas e cobiçam nossos recursos para resultados privados de curto prazo, e possivelmente predatórios.
Ainda sofremos as consequências de nossa herança colonial e escravocrata. A classe dominante no Brasil é acostumada a viver em subserviência aos interesses estrangeiros. A cultura desta fração da sociedade é mimética, se copiam valores e visões de mundo que vêm de fora. Na indústria do petróleo, na qual o consenso é lugar comum, as consequências podem ser ainda mais deletérias.
No entanto, somos herdeiros da maior mobilização popular contemporânea, a campanha “O Petróleo é Nosso”. Está no DNA da Petrobras, a maioria da população garantiu a criação da estatal, as descobertas de petróleo no Brasil e nosso amadurecimento industrial. Ainda hoje, se temos a Petrobras e o pré-sal é porque a maioria da população defende e reconhece valor na companhia.
Precisamos interromper este novo ciclo do tipo colonial de exportação de matérias primas por corporações estrangeiras. É necessário revogar a privatização do petróleo brasileiro e dos ativos da Petrobras às multinacionais estrangeiras.
* Felipe Coutinho é engenheiro químico e presidente da Associação dos Engenheiros da Petrobrás (AEPET)
ALGUNS COMENTÁRIOS
# euclides de oliveira 24-11-2018 10:49
O golpe parlamentar-judicial-midiático sempre teve como objetivo principal afastar a Petrobrás do caminho... Os sionistas khazarians, donos da colonia USA Inc., patrocinaram e promoveram o referido golpe - como outros anteriores - para saquear as riquezas brasileiras, principalmente o pré-sal, a última grande reserva de petróleo do mundo ainda em fase de exploração. Colocaram seus asseclas apátridas no controle da nação e já estão rapinando tudo que fôr possivel. O Brasil foi derrotado porque o povo não consegue entender o "modus operandi" dos piratas.
# GILSON 23-11-2018 19:57
A Entrega ou não do Pré-sal vai depender unicamente dos Petroleiros e sua capacidade de mobilização. É claro que com a garotada mercenária que ao entrar, antes de trabalhar duro e dar seu sangue pela Companhia, pergunta "como se faz para ser Gerente ?", não se deve esperar grande coisa. Felizmente esse tipo de gente é uma minoria e não fazem muita falta na hora da luta ... pois nas assembleias sindicais sempre votam a favor da proposta dos Patroes ( ... de preferencia levantando o dedinho junto dom seu Gerente ). Já enfrentamos no passado ameaças iguais ou até piores que do Tenente Bolsosnaro e sua Trupe e sempre triunfamos na defesa da PETROBRAS. A LUTA ESTA APENAS COMEÇANDO E TEREMOS 4 ANOS ATE BOTAR PARA CORRER ESSES ENTREGUISTAS LAMBE BOTAS E LACAIOS DAS 7 IRMAS ... ATÉ a vitória em 2022... 
A Rússia está mais do que nunca interessada em aumentar os laços comerciais com a China em mais de 100% no curto prazo, informou um alto oficial russo nesta terça-feira.
"A China, como você bem sabe, se firmou como o principal parceiro comercial e econômico da Rússia, e acredito que levar o comércio bilateral a US$ 200 bilhões até 2020 é bastante viável", disse o vice-ministro de Relações Exteriores da Rússia, Igor Morgulov, em uma conferência entre os dois países em Pequim.
O comércio entre Rússia e China alcança US$ 86 bilhões no momento e está prestes a atingir US$ 100 bilhões, declarou na última sexta-feira o presidente russo Vladimir Putin no Fórum Econômico Internacional de São Petersburgo (SPIEF).
Para impulsionar o comércio, os países têm ampliado o uso das moedas nacionais no comércio e estabelecido um fundo de investimento russo-chinês no valor de 68 bilhões de yuans (mais de US$ 10 bilhões).
A China é o maior parceiro comercial da Rússia.
Fonte: SPUTNIk Brasil
23 de nov. de 2018
Filósofo colombiano é indicado para o Ministério da Educação
Ricardo Velez Rodriguez, atualmente é professor
emérito da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército
Bolsonaro informou a escolha pelo Twitter
Gostaria de comunicar a todos a indicação de Ricardo Velez Rodriguez, Filósofo autor de mais de 30 obras, atualmente Professor Emérito da Escola de Comando e estado Maior do Exército, para o cargo de Ministro da Educação.
Jair M. Bolsonaro - November 22, 2018
(Velez Rodriguez tem apoio da bancada evangélica, que na véspera vetou o educador Mozart Neves para o cargo. Bolsonaro se reuniu com o procurador regional da República no Distrito Federal Guilherme Schelb, que também era cotado para o cargo. Schelb também admitiu ter apoio "muito significativo" da bancada evangélica e reafirmou ser a favor do movimento Escola Sem Partido.)
..........................................
PUBLICADO NO FACEBOOK DE LUIS FELIPE MIGUEL.
Numa das postagens que fez para patrocinar a indicação de Ricardo Vélez Rodríguez para o MEC (pois é claro que não basta influenciar, tem que ostentar a influência), Olavo de Carvalho escreveu que ele é “a pessoa que mais entende de pensamento político-social brasileiro – motivo suficiente para que eu o considere o melhor nome para o Ministério da Educação”.
Faz pouco tempo, eu li um paper do futuro ministro sobre pensamento político brasileiro contemporâneo. Era longo, muito longo, mas raso demais, sem qualquer aprofundamento analítico, consistindo sobretudo numa listagem de nomes e obras, encaixados em “correntes” meio bizarras. O grande destaque, obviamente, era Antonio Paim, o patriarca do conservadorismo na filosofia política brasileira. O maior nome vinculado ao pensamento da Escola de Frankfurt no Brasil seria Vamireh Chacon (!) e Demétrio Magnoli era destacado na corrente “social-democrata” (!). O marxismo quase não aparecia, anexado que estava ao “lulopetismo” – sim, uma das correntes do pensamento político brasileiro. O texto mencionava com certeza mais de uma centena de nomes; as mulheres eram talvez uma meia dúzia, não mais que isso.
O paper é tudo o que conheço da obra acadêmica de Vélez Rodríguez. Mas vi pela imprensa trechos do que ele escreve em blogs e quetais: “ciência” é quase uma ofensa em sua boca, “gênero” é uma “invenção deletéria” e a escola precisa é de “comitês de ética” para supervisionar o comportamento dos estudantes. Ele tem ao menos o mérito de assumir sem rodeios o espírito do “Escola Sem Partido” (sic): o ódio à educação, por colocar em xeque os “valores tradicionais da nossa sociedade”.
Vélez Rodríguez não tem o olhar vidrado de Guilherme Schelb, o bode habilmente introduzido na sala pelas especulações de ontem para o MEC. Até onde sei, não se vê como alguém a quem Deus em pessoa confiou a missão de derrotar os ímpios. Uma olhada no seu currículo indica que sempre foi conservador, mas que – coincidência ou não – se radicalizou e assumiu um discurso tão caricato só quando essas posturas começaram a render vantagens.
Mas isso não faz dele uma opção melhor. Um com fanatismo, outro de forma mais calculista, ambos abraçam o mesmo projeto, que é o combate sem tréguas à educação no Brasil.
Justiça do trabalho: Recorre - Corri - Encolhe e não acolhe.
O MAIOR ACIDENTE DE
TRABALHO DA HISTÓRIA DO BRASIL
69 MORTOS E MAIS DE 100 FERIDOS
"Estou esperando um outro menino" (...)
CURTA:
"Acorda, Raimundo, acorda!" (16 min)
Sinopse: Paulo Betti é um dono de casa, grávido, que vive oprimido por sua mulher (Eliane Giardini). Ela trabalha fora enquanto ele toma conta das crianças e da casa. Numa situação inversa, reproduz a relação machista comum entre as famílias de trabalhadores brasileiros. Baseando-se na rádio-novela de José Ignácio Lopez Vigil, o vídeo mostra a mulher chegando em casa tarde, depois de tomar umas cervejas com amigas de trabalho. Enfatiza a dificuldade do dono de casa para conseguir com a mulher uns trocados para o mercado e para as necessidades das crianças. Com a participação de José Mayer (outro dono de casa) e de Zezé Motta (outra trabalhadora), o filme apresenta a realidade cotidiana de forma invertida entre os sexos. Para os homens, essa situação é apresentada como um verdadeiro pesadelo. Um pesadelo do qual homens e mulheres devem acordar.
Dominação masculina e mecanismos que a perpetuam
Em “A Dominação Masculina” (1999), Pierre Bourdieu identifica as diferentes instituições que a reproduzem e permitem que seja tão naturalmente aceite:
O trabalho de reprodução [da dominação masculina] esteve garantido, até época recente, por três instâncias principais, a Família, a Igreja e a Escola, que, objetivamente orquestradas, tinham em
comum o fato de agirem sobre as estruturas inconscientes. É, sem dúvida, à família que cabe o papel principal na reprodução da dominação e da visão masculinas; é na família que se impõe a experiência precoce da divisão sexual do trabalho e da representação legítima dessa divisão, garantida pelo direito e inscrita na linguagem. Quanto à Igreja, marcada pelo antifeminismo profundo... ela inculca (ou inculcava) explicitamente uma moral familiarista, completamente dominada pelos valores patriarcais e principalmente pelo dogma da inata inferioridade das mulheres.... Por fim, a Escola, mesmo quando já liberta da tutela da Igreja, continua a transmitir os pressupostos da representação patriarcal (baseada na homologia entre a relação homem/mulher e a relação adulto/criança) e sobretudo, talvez, os que estão inscritos em suas próprias estruturas hierárquicas, todas sexualmente conotadas, entre as diferentes ... faculdades, entre as disciplinas ('moles ou duras' ...), entre as especialidades, isto é, entre as maneiras de ser e as maneiras de ver, de se ver, de se representarem as próprias aptidões e inclinações. (p. 103-104).
comum o fato de agirem sobre as estruturas inconscientes. É, sem dúvida, à família que cabe o papel principal na reprodução da dominação e da visão masculinas; é na família que se impõe a experiência precoce da divisão sexual do trabalho e da representação legítima dessa divisão, garantida pelo direito e inscrita na linguagem. Quanto à Igreja, marcada pelo antifeminismo profundo... ela inculca (ou inculcava) explicitamente uma moral familiarista, completamente dominada pelos valores patriarcais e principalmente pelo dogma da inata inferioridade das mulheres.... Por fim, a Escola, mesmo quando já liberta da tutela da Igreja, continua a transmitir os pressupostos da representação patriarcal (baseada na homologia entre a relação homem/mulher e a relação adulto/criança) e sobretudo, talvez, os que estão inscritos em suas próprias estruturas hierárquicas, todas sexualmente conotadas, entre as diferentes ... faculdades, entre as disciplinas ('moles ou duras' ...), entre as especialidades, isto é, entre as maneiras de ser e as maneiras de ver, de se ver, de se representarem as próprias aptidões e inclinações. (p. 103-104).
(…) ... se a unidade doméstica é um dos lugares em que a dominação masculina se manifesta de maneira mais indiscutível (e não só através do recurso à violência física), o princípio de perpetuação das relações de força materiais e simbólicas que aí se exercem se coloca essencialmente fora desta unidade, em instâncias como a Igreja, a Escola ou o Estado e em suas ações propriamente políticas, declaradas ou escondidas, oficiais ou oficiosas... (p. 138)
http://sexismoemisoginia.blogspot.com/
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